sexta-feira, 11 de setembro de 2009

grupo escolar victor meirelles




“Seu” Lúcio, o servente, batia o sino para a entrada às aulas. Os alunos, formados em filas de dois, os menores na frente, tomando distância com o braço direito, entravam, acompanhados de seus professores e paravam na frente da sala, no varandão interno que rodeava o prédio, para cantarem uma canção escolar. “Estudantes do Brasil, tua missão é a maior missão...” ainda escuto a voz das crianças, alegres, começando suas atividades escolares. Maria Regina Müller encaminhava sua turma de 1ª série para a sala de aula. Dilma Rangel, Terezinha Capella, Loni Lygia Kobarg Cercal, cada uma cuidando de sua turma. No ano seguinte o Professor Reynaldo deixa a Direção para assumir o cargo de Inspetor Escolar e Loni toma seu lugar, ambos aprovados em concurso realizado naquele ano. Mais tarde Terezinha Capella foi designada Auxiliar de Direção e depois Dilma Rangel também ocupou a mesma função.

Celeste Souza, professora de Educação Física, depois Regente de classe e Victória Tarcilla da Índia Büchele Fernandes, depois Schaufert, quando se casou com Osni, haviam ingressado um pouco antes da minha turma, formada no Colégio São José.

Aos sábados havia a homenagem à Bandeira e cada semana uma classe fazia apresentação de poesias patrióticas. Ao hastear a Bandeira, todos cantavam o Hino Nacional e no final, o Hino à Bandeira. O patriotismo estava em alta e as crianças compartilhavam do entusiasmo das professoras.

Parece que foi ontem. Os alunos correndo no pátio, na hora do recreio, os meninos de um lado, as meninas do outro, as professoras entre eles, caminhando e cuidando para que nada lhes acontecesse.
Que bom que o tempo passa, mas as lembranças ficam.

* O conteúdo desta coluna não representa a opinião do Portal Itajaí Virtual.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

História do grupo escolar victor meirelles

Foi inaugurado em 4 de dezembro de 1913 no Governo do Cel. Vidal de Oliveira Ramos,
Como novo tipo de escola, seguindo modelo de escolas criadas em São Paulo. O Grupo Escolar, cujo prédio, dividido em "Secção Masculina" e "Secção Feminina", congregava classes de alunos, cada qual com o seu professor responsável, sob a supervisão de um diretor. Esse tipo de escola vinha substituir a tradicional escola primária, onde não havia seriação de ensino, e um mesmo professor, o "Mestre Único", ensinava todos os alunos. As vantagens inovadoras do Grupo Escolar eram intensamente analisadas pelos educadores da época: divisão de trabalho, seriação do ensino, economia de instalações. O mobiliário, como para as demais escolas construídas no modelo , veio dos Estados Unidos e de São Paulo. Havia um pequeno gabinete de Física e Química, um Museu Escolar e um piano para as aulas de canto. Mais tarde, ao Grupo Escolar, fora anexado o Curso Complementar,. Daí saíam os professores para as escolas isoladas, e recursos humanos que assumiam funções na vida de Itajaí. Substituiu o Curso Complementar o Normal Regional, mais especificamente voltado à formação para o magistério. Situado à Rua Hercílio Luz, centro da cidade, hoje abriga a Casa da Cultura Dide Brandão, inaugurada em 1982.

antigo victor meirelles

antigos alunos victor meirelles

ensino

A educação da gente itajaiense naqueles primeiros tempos era em verdade carente. A falta de escolas adequadas e em número suficiente para o atendimento de toda a comunidade fazia com que a maioria das pessoas não soubesse ler e escrever.
A primeira escola pública criada no então Distrito do Santíssimo Sacramento do Rio de ltajaí se deveu ao trabalho do deputado provincial Agostinho Alves Ramos.Dizia a Lei no. 9 de 15 de abril de 1835, aprovada pela Assembléia Provincial e sancionada pelo Presidente da Província Feliciano Nunes Pires, que o professor desta escola teria o ordenado anual de cento e oitenta mil réis e deveria ensinar segundo método individual a ler, escrever, as quatro operações de Aritmética, a Gramática Portuguesa e Ortografia, e a Doutrina Cristã.

Embora criada em 1835, a nova escola somente em 1837 teve provido o seu primeiro professor, Francisco José das Neves, o qual logo daqui se ausentaria, sendo substituído pelo professor Antônio Joaquim Ferreira.
A escola pública primária daqueles tempos conhecida como "escola de desemburrar", embora limitada no que diz respeito aos recursos materiais cumpria sua missão. A sala de aula era muitas vezes a própria sala de visita da casa do professor. As crianças se assentavam em bancos coletivos de madeira ou em cadeiras de palha e escreviam em grandes mesas. O mestre era acessível, mas severo e a palmatória ou a vara de marmelo tinha larga utilização!
A primeira escola pública de ltajaí foi mista; somente no final do século passado ela foi desdobrada em classes feminina e masculina e que funcionavam em locais distintos. A primeira professora de meninas foi Dona Amélia Müller dos Reis.
Já no meio do século, complementavam a educação dos itajaienses um sem número de professores e escolas particulares, dos quais cabem destaque: Dona Júlia Miranda de Souza; Dona Ernestina Lapa; Dona Maria Amália das Santos; professor João Maria Duarte, diretor do Colégio ltajaí; Luiz Tibúrcio de Freitas, diretor do Externato Itajaiense; professor Manoel Ferreira de Miranda, diretor do Lyceu Infantil.
Duas iniciativas educacionaIs de largo proveito para a educação da juventude daquela época foram a criação da"Deutsche Schulle Itajahy" ou Escola Alemã e do "Colégio Paroquial São Luiz". A Escola Alemã, muito bem organizada e aparelhada, ministrava o ensino em língua alemã não somente a teuto-brasileiros mas a todos que se interessassem; o Colégio Paroquial, iniciativa do vigário, Padre José Foxius, foi o embrião do atual Colégio São José.


Victor Meirelles

A atual Casa da Cultura de Itajaí, localizada à Rua Hercílio Luz, Centro, na cidade de itajaí/SC, seviu como cenário de vários acontecimentos marcantes na história do município, como a criação do Grupo Escolar Victor Meirelles em setembro de 1911, e transformado em Escola Básica em fevereiro de 1971.

Houve várias mudanças em sua administração, não constando de seus registros todos os diretores que administram a escola no decorrer de sua história. Sua estrutura física sofreu várias mudanças chegando aos nossos dias localizada no mesmo espaço, mas esta hoje está no mesmo local , somente em um novo prédio, cujo endereço sofreu alterações devido à grande extensão territorial do terreno, fazendo assim, com que a frente do prédio ficasse localizada para a Rua Gil Stein Ferreira, s/n°, inaugurado em setembro de 1981 pelo governo do Estado, na época, DR. Jorge Konder Bornhausen.

Abriga hoje em sua formação educacional, um grande número de alunos de vários bairros da cidade, bem como cidades próximas ao município. Essa característica ocorre devido a localização geográfica da escola, no centro com acessos aos meios de transportes, bem como o fato de estar voltada ao Ensino Médio, e ter em sua clientela uma grande parte de alunos que trabalham nas proximidade.